No último ano do reinado do imperador Filipe, o Árabe (244-249), arrebentou em Alexandria um tumulto contra os cristãos.
Chefiados por um pseudoprofeta, os pagãos prenderam um ancião, chamado Metras, e quiseram obrigá-lo a blasfemar. Tendo ele recusado, espancaram-no até causar sangue, vazaram-lhe os olhos com canas aguçadas e acabaram por matá-lo à pedrada
Foi também durante esse motim que a virgem Apolônia terminou a sua longa e virtuosa existência. Esses fanáticos desferiram-lhe tais pancadas na boca que lhe quebraram todos os dentes. A seguir levaram-na para fora da cidade, acenderam uma grande fogueira e ameaçaram-na de a queimar viva, se não concordasse em pronunciar certas palavras que, para ela, equivaliam a apostasias. Concederam-lhe, no entanto, algum tempo para refletir. Apolônia deu a entender que aceitava; mas, aproveitando-se do afastamento dos carrascos e impelida por um movimento do Espírito Santo, "mais pronta que os algozes", diz Santo Agostinho num sermão, arremessou-se às chamas que rapidamente a consumiram. Isto no ano de 249.
Pelo que sofreu na boca ficou sendo advogada contra as dores de dentes.

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