O QUE É A EUCARISTIA
O sacrifício de Jesus Cristo constitui a comunidade. Quando a Igreja - cada comunidade cristã (em particular, cada paróquia) - celebra a Eucaristia, deve estar disto consciente... Manifesta-se também como comunidade de ação de graças e de louvor, comunidade de partilha da comunhão. A Eucaristia é o memorial da última refeição de Jesus e do seu sacrifício na Cruz. Não se trata só de uma lembrança dos acontecimentos passados, mas da reatualização desses acontecimentos. Em cada Eucaristia, Cristo toma-se presente e atuante no próprio ato da sua Páscoa: sua morte e ressurreição que nos salvam, dão-nos a sua vida e nos unem a ele. A Eucaristia é um sacrifício, porque toma presente o único sacrifício da Cruz (cf. CIC 1363-1366). "O nosso Salvador instituiu na última ceia, na noite em que foi entregue, o Sacrifício Eucarístico do seu corpo e do seu sangue, para perpetuar no decorrer dos séculos, até ele voltar, o sacrifício da Cruz, e para confiar assim à Igreja... o memorial da sua morte e ressurreição" (Concílio Vaticano n, Sacrosanctum Concilium, 47).


FRUTOS DA EUCARISTIA:




Ao comungar o Corpo e o Sangue de Cristo, os cristãos estão unidos pessoalmente a Cristo. Ao receber o mesmo pão, que é o próprio Corpo de Cristo, os cristãos ficam igualmente unidos uns aos outros da maneira mais profunda e mais íntima possível. É por isso que a Eucaristia constitui a Igreja. A união ao Corpo eucarístico constrói o Corpo místico de Cristo: "Porque há um só pão, nós, embora muitos, somos um só corpo" (1 Cor 10,16-17). Por isso, ainda, a Eucaristia é a inauguração do banquete da glória futura, o "banquete das núpcias do Cordeiro" (Ap 19,9), como diz o sacerdote, ao convidar à comunhão, na missa do rito latino (cf. CIC 1130 e 1402-1403). A Eucaristia é inseparável da caridade fraterna. O Senhor ensina: "Quando estiveres levando a tua oferenda ao altar para levar a sua oferta, e ali te lembrares que teu irmão tem algo contra ti, deixa a tua oferenda diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão. Só então, vai apresentar a tua oferenda".(Mt 5, 23-24.)


Quem pode receber a Eucaristia


Cân. 912 - Qualquer batizado, não proibido pelo direito, pode e deve ser admitido à sagrada comunhão.


Cân. 913 - § 1. Para que a santíssima Eucaristia possa ser adminis­trada às crianças, requer-se que elas tenham suficiente conhecimento e cuidadosa preparação, de modo que possam compreender o mistério de Cristo, de acordo com sua capacidade, e receber o Corpo do Senhor com fé e devoção. § 2. Contudo, pode-se administrar a santíssima Eucaristia às crian­ças que estiverem em perigo de morte, se puderem discernir o Corpo de Cristo do alimento comum e receber a comunhão com reverência. *


Cân. 914 - É dever, primeiramente dos pais ou de quem faz a1:1 suas vezes e do pároco, cuidar que as crianças que atingiram o uso da razão se preparem convenientemente e sejam nutridas quanto antes com esse divino alimento, após a confissão sacramental; compete também ao páro­co velar que não se aproximem do sagrado Banquete as crianças que ain­da não atingiram o uso da razão ou aquelas que ele julgar não estarem suficientemente dispostas. Cân. 915 - Não sejam admitidos à sagrada comunhão os excomunga­dos e os interditados, depois da imposição ou declaração da pena, e ou­tros que obstinadamente persistem no pecado grave manifesto. *


Cân. 916 - Quem está consciente de pecado grave não celebre a mis­sa nem comungue o Corpo do Senhor, sem fazer antes a confissão sacra­mental, a não ser (lue exista causa grave e não haja o-portunidade -para se confessar; nesse caso, porém, lembre-se que é obrigado a fazer um ato de contrição perfeita, que inclui o propósito de se confessar quanto antes..


Cão. 917 - Quem já recebeu a santíssima Eucaristia novamente no mesmo dia, somente dentro da celebração que participa, salva a prescrição do cãn. 921, § 2.. Cão. 918 - ~ecomenda-se vivamente que os fiéis recebam a sagrada comunhão na própria celebração eucarística; seja-lhes, porém, administra­da fora da missa quando a pedem por justa causa, observando-se os ri­tos litúrgicos..


Cão. 919 - § 1. Quem vai receber a santíssima Eucaristia abstenha­-se de qualquer comida ou bebida, excetuando-se somente água e remédio, no espaço de ao menos uma hora antes da sagrada comunhão. § 2. O sacerdote que no mesmo dia celebra duas ou três vezes a san­tíssíma Eucaristia pode tomar alguma coisa antes da segunda ou terceira celebração, mesmo que não haja o espaço de uma hora. § 3. Pessoas idosas e doentes, bem como as que cuidam delas, po­dem receber a santíssima Eucaristia, mesmo que tenham tomado alguma coisa na hora que antecede.


Cão. 920 - § 1. Todo o fiel, depois de ter recebido a santíssima Eu­caristia pela primeira vez, tem a obrigação de receber a sagrada comu­nhão ao menos uma vez por ano. § 2. Esse preceito deve ser cumprido no tempo pascal, a não ser que, por justa causa, se cumpra em outro tempo dentro do ano..


Cão. 921 - § 1. Os fiéis em perigo de morte, proveniente de qual­ quer causa, sejam confortados com a sagrada comunhão como viático. § 2. Mesmo que já tenham comungado nesse dia, recomenda-se vi­~ente que comunguem de novo aqueles que vierem a ficar em perigo de morte.


Câo. 924 - § 1. O sacrossanto Sacrifício eucarístico deve ser cele­ brado com pão e vinho, e a este se deve misturar um pouco de água. § 2. O pão deve ser só de trigo e feito há pouco, de modo que não haja perigo de deterioração. § 3. O vinho deve ser natural, do fruto da uva e não deteriorado..


Câo. 925 - Distribua-se a sagrada comunhão sob a espécie de pão ou, de acordo com as leis litúrgicas, sob ambas as espécies; mas, em caso de necessidade, também apenas sob a espécie de vinho..


Câo. 926 - Na celebração eucaristica, segundo antiga tradição da Igre­ja latina, o sacerdote empregue o pão ázimo em qualquer lugar que ce­lebre.


Câo. 927 - Não é lícito, nem mesmo urgindo extrema necessidade, consagrar uma matéria sem a outra, ou. mesmo consagrá-Ias a ambas fora da celebração eucaristica. Câo. 928 - Faça-se a celebração eucaristica em língua latina ou outra língua, contanto que os textos litúrgicos tenham sido legitimamente apro­vados.




O OBJETO E A FORMA DA EUCARISTIA:


O Objeto: Pão e Vinho A forma: O sacerdote toma o pão e diz: "Tomai todos e comei: isto é o meu Corpo que será entregue por vós". O sacerdote toma o cálice e diz: "Tomai todos e bebei: este é o cálice do meu Sangue, o Sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos, para remissão dos pecados. Fazei isto em memória de mim".


A EUCARISTIA NAS SAGRADAS ESCRITURAS
O sacramento da Eucaristia é o centro e o coração de toda a liturgia da Igreja de Jesus Cristo. Pois é nele que se cumpre, dia após dia, em toda a terra, a missão confiada aos apóstolos por Jesus, na véspera da sua Paixão: "Fazei isto em minha memória." Por isso a nossa celebração está fundada no memorial da Última Ceia de Jesus, tal como São Paulo a relata no seu testemunho sobre esta santa tradição. "De fato, eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: na noite em que ia ser entregue o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: 'Isto é o meu corpo entregue por vós; fazei isto em minha memória'. Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: 'Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei-o em minha memória'" (1 Cor 11,23-25).


A MISSA A Missa consta de quatro partes:




1) Início da celebração, com a saudação mútua, a preparação penitencial, a oração do Kyrie, o hino de louvor (o Glória) e a oração de abertura. 2) Durante a Liturgia da Palavra, nome da primeira parte da celebração eucarística, mas também de outros atos do culto divino, no decorrer dos quais é lido e comentado um trecho da Sagrada Escritura, são lidos três extratos da Bíblia: o primeiro, do Antigo Testamento ou dos Atos dos Apóstolos; o segundo, de uma das epístolas (cartas) apostólicas; o terceiro, dos Evangelhos. O sacerdote explica a palavra de Deus para que cada um compreenda como pode ser cristão nos nossos dias. Aos Domingo ou nas missas particularmente solenes, reza-se o Credo (profissão de fé). Na oração universal, a assembléia apresenta a Deus às necessidades da Igreja e do mundo. 3) Na liturgia eucarística, a assembléia celebra a Ceia do Senhor. Reúne-se à volta do altar que é ao mesmo tempo a pedra angular que representa Cristo, o altar do sacrifício e a mesa da refeição (cf. CIC 1182 e 1383). O pão e o vinho são trazidos ao altar onde são apresentados ao Senhor (ofertório). Depois, o celebrante, agindo na pessoa de Cristo, pronuncia a Oração Eucarística que começa com o Prefácio (grande oração de ação de graças), em seguida pede ao Pai que envie o Espírito sobre os dons a fim de que se tornem o Corpo e o Sangue de Cristo, e sobre os membros da assembléia que vão comungar para que sejam um só Corpo e um só Espírito (esta oração chamada "epiclese", de uma palavra grega cujo significado é "chamar sobre"). Em seguida, vem o relato da instituição na última Ceia: A Consagração: as palavras de Jesus "Isto é o meu Corpo, isto é o meu Sangue", não são simplesmente uma metáfora ou comparação. Acreditamos que, ao longo da celebração eucarística, o pão e o vinho - as nossas ofertas - são transformadas no Corpo e Sangue de nosso Senhor, sem contudo perder o seu aspecto visível. Acreditamos que no sacramento da Eucaristia estão "verdadeiramente contidos, real e substancialmente, o Corpo e o Sangue, juntamente com a alma e divindade de nosso Senhor Jesus Cristo, e por conseguinte, o Cristo todo inteiro" (Concílio de Trento que teve lugar de 1545 a 1563). É a este mistério da fé que nos referimos quando falamos de "consagração". Depois disto, faz-se o memorial do mistério da Páscoa e do regresso de Cristo, e apresenta-se ao Pai a oferenda do Filho (cf. CIC 1354). A oração continua com a intercessão da Igreja, unida à de Cristo, pelos vivos e os mortos, em comunhão com toda a Igreja do Céu (os Santos) e da terra (o Papa, os bispos, os ministros e todo o povo cristão). A oração acaba com uma solene ação de graças ao Pai, pelo Filho, no Espírito Santo, a que todos os fiéis respondem "Amém" para manifestar a sua plena participação nessa oração e nessa oferenda do sacrifício. No fim da oração eucarística, os fiéis recitam o "Pai Nosso", a oração que Cristo nos ensinou e na qual pedimos que nos dê o pão e perdoe os nossos pecados. O celebrante parte o pão consagrado (fração do pão) e toda a assembléia dá o abraço da paz. Depois, os fiéis recebem o pão consagrado e, algumas vezes, o cálice da salvação: são o Corpo e o Sangue de Cristo entregues por todos. 4) A celebração eucarística termina com a bênção final e a despedida da assembléia.













Categories:

Leave a Reply