Amigo (a), imagine uma pessoa que diga que a vida humana é um valor, mas, com uma exceção. Como eu, assustado, você logo dirá: qual é a exceção? Em seguida, ouvimos a pessoa dizer que a exceção é a mãe que pode matar o seu filho. Estranho! Justo a mãe poder cometer homicídio contra o seu próprio filho?
Assuste-se! É isso que muitas pessoas, especialmente políticos e midiáticos, estão querendo que aceitemos. Nada mais injusto e contrário à natureza materna. Dizer que a mãe pode matar o seu filho é o mesmo que afirmar que mãe não signifique cuidado, amor e defesa, passando a ser sinal de violência, vingança e morte. Curiosamente, estamos caminhando para uma sociedade em que a mãe não pode mais dar umas palmadas em seu filho, mas pode matá-lo.
Alguém poderia nos dizer que a ciência ainda não se manifestou oficialmente sobre o real início da vida humana. Logo, não é possível provar que seu início seja na concepção, que acontece logo após o ato sexual. Verdade. Mas, da mesma forma, não se pode afirmar seguramente que a vida comece apenas horas ou dias depois. O assunto está indefinido. Por isso, é atual recordar o princípio jurídico de que na dúvida não se deve condenar (in dubio pro reo) (Cf. Constituição Federal art. 5 LVII e Constituição Penal art. 386).
Nosso país e nossa geração não merecem carregar a vergonha da legitimação do aborto. Nosso povo não é assassino: nós somos acolhedores por natureza. Os argumentos são inúmeros, o que falta mesmo é um maior comprometimento dos cristãos em defender aqueles que Cristo amou antes mesmo de serem vistos pela sociedade.
Podemos fazer muito: rezando, nos manifestando sabiamente e escolhendo bons representantes políticos. Como conforto, recordemos que o Senhor afirmou que “são bem aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus” (Mt 5, 10)...


Frater Daniel Antônio de Carvalho Ribeiro, SCJ

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